moralina 10 mg

Archive for Janeiro, 2010|Monthly archive page

Sobre jogos, e cassinos.

In 1 on Janeiro 28, 2010 at 1:38 am

O que é um cassino? www.wikipedia.org 

Um casino (português europeu) ou cassino (português brasileiro) é um local onde se pode jogar através do uso do dinheiro. Os clientes dos cassinos podem jogar nas slot machines (caça-níqueis), roleta, blackjack, poker e outros jogos de fortuna e azar. Os jogos de cassino são matematicamente estudados de modo que as probabilidades de ganho favoreçam ligeiramente o próprio cassino. Em alguns países os cassinos estão situados perto ou integrados em hotéis e outras atrações turísticas de modo a encorajar estadias prolongadas. Os cassinos também integram normalmente complexos de salas para espectáculos musicais ou teatrais. Numerosos cassinos são instalados em navios de cruzeiro. Algumas das cidades que se desenvolveram economicamente em torno da atividade dos cassinos são Atlantic City, Santa Fe, Reno (Nevada), Nova Orleans e Las Vegas, nos Estados Unidos (os estados com mais cassinos são Arizona, Colorado, Califórnia e Flórida); na Europa, Salzburgo, na Áustria; Amsterdã, na Holanda; Sanremo, na Itália; Mônaco; e Estoril, em Portugal; na América do Sul, Punta del Este, no Uruguai; e na Ásia, Goa e Macau, principal centro de jogo do Oriente.

– 

*De um modo geral, a partir das relações do universo social e das situações presentes nas desventuras do cotidiano, não podemos analisar o labor do cassino de forma meramente econômica ou jurídica. Na constituição da “jogatina”, das pequenas ou grandes apostas, são estruturados conceitos filosóficos e padrões culturais. Filosoficamente versando, apontamentos existencialistas que vão desde Sartre a Kierkard (Kiergard para alguns) consideram: o ser porquanto dotado de liberdade, um ser consciente, e através disto, universalmente dotado de oportunidades, que são as escolhas feitas no dia-a-dia, a liberdade é a coisa-em-sí que motiva o ser humano.

*O cassino tanto pode ser para alguns a fonte da miséria, como para outros, ou pela “sorte”, a fonte da riqueza. Entretanto, a partir da liberdade e apontamentos filosóficos, não há julgamento. Há apenas o materialismo da história. O cassino enquanto objeto estrutural do materialismo histórico, é um elemento presente no capitalismo moderno e pós-moderno, de modo ilícito, ou lícito. A sensação de jogar, e experimentar “oportunidades” para uma vida melhor, alicerçam valores morais que vão desde o protestantismo “em que o paraíso é agora”, ou mesmo o hedonismo “na busca pelos prazeres imediatos”, dependendo da fenomenologia presente na relação entre o jogador e o cassino. Inquestionavelmente não há como negar, enquanto agente estrutural do capitalismo o cassino motiva as desigualdades sócio-econômicas.

 Porém, atuando da mesma forma que os grandes empreendimentos, ou o funcionalismo do estado.

*O cassino pode ser objeto de transformação social?

Enquanto objeto participante do atual sistema social a qual pertence, é um ente interessado nas nuances do próprio sistema, afirmar categoricamente que o cassino é bom ou mal, é um conceito moral, e isso não cabe ao materialismo. Hora, e com efeito, ele pode ser lucrativo as pessoas que estão inseridas no contexto estrutural das funções do cassino (entenda aqui funcionários, gerentes, jogadores e tudo mais). Mas de forma irrevogável ele alicerça uma econômia cumulativa em que o capital é somado, e as desigualdades sociais aumentam. Isso claro, como em quase todos empreendimentos no atual sistema social.

*Onde se em caixa o estado e a sociedade civil?

1) O estado e a liberdade: O estado enquanto ente regulador das normas legislativas, e executivo, é inexoravelmente regente da “física social”, entenda aqui até o contexto comercial do jogo, e deve estabelecer padrões que vão desde: A falibilidade do jogo diante das leis, a “lavagem de dinheiro”, ou os danos à saúde e ao sistema nervoso. É um órgão importantíssimo se admitirmos que não somos totalmente conscientes, e podemos cometer erros. Porém ao mesmo tempo em que ele administra esses critérios, ele restringe a liberdade.

2) A sociedade civil, o estado e a liberdade:  O estado restringe a liberdade da sociedade civil em organizar-se diante do “jogo”, em suma, o ilegal é combatido e não existe no idealismo institucional da legalidade, assim sendo, não existem cassinos em Balneário Camboriú! Pois existe quem coordene as políticas de repreensão aos cassinos. Ex prático: você não é sapiente de campanhas de conscientização a respeito dos jogos de aposta, afinal eles são proibidos. Porém é impossível negar que eles não existam.

*Por que os jogos devem ser legalizados?

Porque toda hipocrísia instaurada na sociedade deve ser banida, os jogos existem, existe quem goste de jogar esportivamente, existem viciados. Da mesma forma que o álcool é um vício para alguns, para outros é um desfrute do lazer. O individuo é a base da sociedade e sua liberdade deve ser respeitada e estar acima de qualquer lei. Podendo até mesmo, essa mesma liberdade que o impulsiona a jogar, ajudar os que jogam em demasia.

O jogo não é um agente químico que produz dependência! Da mesma forma que os esportes, a dependência causada pelos jogos é produzida pela adrenalina. Com a institucionalização do jogo, podem ser implementadas leis de regulação de “lucros”, que impedem o acumulo incessante de capital, leis fiscais que poderiam ser usadas no combate a alguns problemas sociais, porém isto tudo depende da competência do estado.

*O jogo controlado pelo estado é licito, o por que?

Sendo instrumento do governo na captação de recursos, é impossível “lavar dinheiro” do próprio governo. O jogo sempre existiu, é bíblico a jogatina, Jesus em de seus momentos de fúria chicoteou jogadores viciados em uma sinagoga palestina.

É possível justificar a legalização dos jogos do ponto de vista moral?

Não a moral é relativa. Mas, da mesma forma que sua “liberdade termina onde começa a do outro”, a moral também (príncipio de equidade).

É possível justificar a legalização dos jogos do ponto de vista ético?

Sim, a condição para que os jogos existam é real. Cabe discutir o ethos do fenômeno e estabelecer parâmetros, principalmente entre a sociedade civil e o estado.

É possível justificar a legalização dos jogos do ponto de vista sócio-economico?

Sim, existem instrumentos científicos de avaliação de lucros (ganhos), e mecanismos de redistribuição de renda a partir do estado.

-Acredito que justificar os jogos, é ao mesmo tempo discutir a democracia e a representação de interesses. Podemos considerar que a vida é um jogo, a sociedade joga de diferentes formas, e quase tudo que fizemos é baseado na sorte, desde o seu voto para vereador, até sua empreitada comercial.

Onde termina a hipocrisia da igreja.

In 1 on Janeiro 19, 2010 at 6:24 am

Nos portões! 18/01/2010 21:30.

O CARRO É UMA ARMA! SETE REFLEXÕES SOBRE A TIRÂNIA DO AUTOMÓVEL E O APOCALIPSE MOTORIZADO.

In 1 on Janeiro 14, 2010 at 1:20 am

           1. O que é um carro?

 Um automóvel, como referência a um objeto responsável pela sua própria locomoção é um veículo motorizado, com quatro rodas, geralmente destinado ao transporte de passageiros ou mercadoria.

            2. O que é uma arma?

Arma é um objeto usado para atacar ou ameaçar um ser, seja racional ou não. Pode ter várias ultilidades, como caçar, pescar, batalhar, defender-se e etc. Qualquer pessoa que contenha uma arma está armado, no contrário desarmado.

            3. Porque o carro deve ser considerado uma arma nos tempos pós-modernos?

O automóvel é atualmente um dos maiores causadores de conflitos entre os cidadãos, facilmente no dia-a-dia ocorrem mortes e desavenças motivadas pelo trânsito urbano. É um dos principais colaboradores para extinção do homem pelo próprio homem, afetando drasticamente o meio-ambiente com o efeito estufa por sua emissão de gás carbônico, e causando milhares de acidentes diários.

            4. E quais as implicações disso?

O Brasil registra 420 mil acidentes de trânsito por ano, que representam gastos anuais de cerca de R$ 30 bilhões com o tratamento das vítimas. Cada ferido custa aos cofres públicos em torno de R$ 40 mil. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Trânsito (Detran) do Rio de Janeiro. Por ano, os acidentes de trânsito causam 40 mil mortes, deixam 380 mil pessoas feridas e 240 mil com algum tipo de deficiência.

“São indicadores próprios de uma guerra de nós contra nós mesmos”, disse em  (15/11/2009) o presidente do Detran-RJ, Fernando Avelino, durante ato inter-religioso para marcar o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito.

           5. Existe solução para o “Apocalipse motorizado” por parte do setor privado?

            Em primeira instância não há, pois o ‘pilar central’ para uma reforma no trânsito encontra-se de acordo com a economia de mercado e da forma conceitual com qual a industria automotiva trata-o. Onde a valorização dos automóveis seguros e pouco poluentes ainda não são os eixos com qual trabalha o marketing automotivo, ou mesmo que o cliente procura na compra do automóvel. Afinal, mesmo que este produto fosse oferecido não haveria demanda suficiente para torná-lo popular.

            6. Como é visto o “Apolicapse motorizado” por parte do cidadão comum?

            O cidadão comum, basicamente não tem tempo para tais reflexões. Trabalha muito, depende do carro para a mobilidade urbana. E geralmente está desgastado pelo trabalho, sendo que, o pouco tempo que sobra quer passar com a família e sentir os prazeres mundanos.

           7. E o Estado onde entra nisso tudo?

            O estado enquanto órgão constituinte dos direitos individuais em sociedade e o terceiro ente que remedia as relações sociais é ciente que:

a)     O carro é uma arma, não existe “habilitação para arma”, e sim porte de arma:

-O conceito de habilitação deve ser banido dos meios legais!

     O trânsito encontra-se em uma crise sistêmica, que vista de outra óptica pode ser considerado uma guerra civil, mortes, deficiência e problemas de saúde são causados pelo stress do trânsito. O indivíduo ao comprar um automóvel e estar hábil a dirigir deve possuir a consciência que tal instrumento pode ser usado de forma direta para a morte de terceiros, e que contribui de forma indireta para a destruição do planeta e sua própria morte.

b)     Caso considerado como “arma” o automóvel pelo estado, quais implicações jurídicas? Em primeira instância, não haveria mais discussões sobre dolo e culpa em homicídios no trânsito. Matou, sabia que podia matar dirigindo, estava armado, é assassino e possuía intenção.

c) Casos como o do Lucas Spernau não seriam temas controversos, em que a própria hierarquia do governo, a constituição dos poderes do estado, e a capacidade do ministério público seria colocada em cheque. Matou, estava bêbado, é assassino com intenção, e ponto final.

Eduardo Correia

Movimento Social Consciência no Trânsito de Balneário Camboriú.

PS: O que sobrou de alguém no dia 01/01/2010, na avenida rodosindo pavan, as 4:22 da manhã.