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Archive for Abril, 2010|Monthly archive page

O infinito vestiu tênis!

In Sem categoria on Abril 25, 2010 at 10:44 am

Aquela imensa incerteza, que ao redor do mar de sentimentos derramados pelo cotidiano se formou, cresceu…

Em pequenos pedaços, surraram, sucatearam, debateram-se, transformaram-se em vento ou alegria, em domínio ou mesmo na fé. Realmente deixaram de ser aquilo que eram, no inicio, no meio, tampouco final.

Se é que existem, por serem imensa incerteza!

O talvez se lança aos ouvidos do surdo como a música seduz o bêbado. A incerteza reside no talvez, e a transa como o infinito descalço. As risadas sem pudor abarcam grávidas daquilo que nem ao menos sonharam, e que sonham com aquilo que não podem pensar.

A incerteza é tudo aquilo que pode ser, que foi, e que será! A incerteza é, foi, e vai ser.

A incerteza é o certo acariciado pelo errado, masturbado pelo pecado, consagrado.

É torcer a realidade para que o impossível aconteça. Deixe de ser, quiçá, qualquer coisa. A incerteza é simplesmente você, eu, e todo o resto.

É o incerto! Devorado, simplesmente.

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Realmente: eu fiz!

In Sem categoria on Abril 24, 2010 at 8:16 am


Latidos 7. E viva os números primos.

In 1 on Abril 15, 2010 at 8:10 am

Uma ode aos animais, que de sua estirpe sofrem com resignação todo tipo de alarmante pendência. Migram de lugares, procuram seu semelhante em meio à natureza que lhes cabe, em sua tangência andam em rebanho. Buscando ser reconhecidos perante as leis naturais e imutáveis, no conciliar da vida aos prazeres da ruminação.

Dos latidos aos mugidos são ouvidos, dialogam, perfazem-se no atrito máximo das sensações. São atropelados por trens, por carros, por latidos. Buscam o máximo, buscam a busca, buscam o capim ou dinheiro, ou mesmo seu osso, ou ainda, muito mais que isso!

A incessante busca não cessa nunca! E a busca vai “mais alem” do que o próprio buscar, pois aquilo que procuram não está! Nem sempre, tampouco até.

Fatos, e o acaso.

In 1 on Abril 14, 2010 at 2:16 am

Por alguém.

De onde vem essa diferença? De uma única coisa. Aprendi a carregar o fardo da inevitabilidade sem queixas. Eu me esforcei para ainda me interessar por mil coisas e, como todas essas conquistas aos poucos me escaparam, reduzido apenas a mim mesmo, por fim recuperei minha estabilidade. Pressionado por todos os lados, permaneço em equilíbrio, porque, não me apegando a mais nada, só me apóio em mim mesmo.”

Rousseau


A maior aliada da genialidade é também a maior inimiga do gênio. O portador da inteligência superior deverá acostumar-se, desde cedo, à solidão. Ou a desacostumar-se ao pensamento. O gênio deverá ser necessariamente só, pois é um espécime diferente do típico homo sapiens. Mesmo entre seus pares, sentir-se-á isolado em si mesmo. A constante infelicidade será seu galardão. Se for feliz, estará de si mesmo isolado.
Passar quarenta dias no deserto, como Jesus, ou nas montanhas, como Zaratustra, é a mais prazerosa solidão. Tempo para conhecer-se, para desenvolver a sensibilidade e cultivar o pensamento. Dolorosa é a solidão em meio à multidão. O pulmão cheio de ar puro, livre o corpo das impurezas da civilização, retorna à sociedade e percebe olhares de esguelha, cumprimentos desconfiados. Quanto mais fala o que pensa, mais isolado se torna, pois os demais não gostam de pessoas que os façam pensarem. Cada palavra da boca desse homem solitário dói aos ouvidos da multidão, pois sua crítica, por mais genérica que seja, é uma crítica às individualidades conduzidas rebanhamente.
O rebanho rumina na ignorância de si mesmo, e não tolera que se acerquem esses lobos solitários, desejosos de sangue, salivando contra a fé, a família, a cultura popular e tudo o mais que os torne rebanho, massa de gentes que odeia as diferenças e teme o de fora do cercado.
Prisioneiro do seu espírito livre, doravante será tentado pela felicidade fácil dos que não sabem. Cobiçará muitas vezes o prazer de não saber. Buscará mesmo vestir a pele do cordeiro, não por malícia, mas à procura de uma felicidade que não existe em seu ser, todo angústia pela profundidade do que sente. Alma que escorrega nos próprios pés. Almabismo é a sua, e se refugia na planície do não pensar com o intuito da não destruição. Pois, como dinamite, o sábio, ao explodir, destrói também a si mesmo.
Serão muitos os momentos de fraqueza, muitas as tentações de reinserção numa sociedade que sabe ímpia e que abomina de todo seu coração. Será cercado pelas autoridades, que o ameaçam de punição, e pela família, que pede que se regenere para evitar maiores males. Todos os que o conclamam a melhorar serão bem intencionados, de acordo com a moral que renega. Todos agem pelo seu bem. Isolado entre todos, recusado, vilipendiado e escorraçado, cercado pelo curral dos que o deploram, chegará mesmo a negar-se, a renegar seu espírito em busca de um pouco de paz.
Sua mente, porém, é um mar represado. Está estancada até o momento de invadir como um vagalhão toda a sua realidade, devastando as crenças que aceite para ser aceito.
Ao fim, virá um sibilo em seu íntimo, uma constatação fremente em seu espírito, dizendo-lhe Lança-te, pois está escrito que enviará seus anjos para guardá-lo de todo mal. E, sorrindo, responderá Sim, lanço-me, mesmo sabendo que neste abismo não encontrarei outro amparo que não em mim mesmo.
E pairará seu corpo sobre a face do abismo de seu espírito.

Latidos 5

In 1 on Abril 10, 2010 at 6:50 am

Obs. Pulei o quarto latido porque não gosto desse número.

A primeira que nunca existiu, a segunda que foi a primeira, e a terceira era pra ser… pra… ininterruptamente.

Acabei por andar na quarta;

fui para quinta;

degustei a sexta.

Não pretendo abdicar de andar com a sétima. Obvio que vai faltar à primeira para encontrar a última. Tão logo a única.

A bicicleta daquele momento.

Não deixe que a lógica o sufoque.

Que a rotina o acomode.

E que o medo, o impeça, de tentar, de ser, de amar, de pedalar.

Latidos 3

In 1 on Abril 9, 2010 at 7:57 am

Até e sempre são duas questões que não sei do que se tratam.

Sobre certas outras questões sei muito bem o que tratar. Apesar de o tratamento ser válido num contexto, e o contexto ser sempre ou até.

Por exemplo. Até quando é ruim se sentir pesado? Num contexto, ou num tratamento, ou até, é bom ter peso. Ocupar algum lugar!

Alias peso é ótimo, para não sairmos voando. Mas se o peso te incomoda, há algumas soluções.

1)      Lipoaspiração.

2)      Deitar nu no chão e escutar alguma música.

3)      Qualquer outra coisa que te faça sentir mais leve.

Sobre peso, sobre sempre e até:

Será o peso pra sempre, ou até?

Até quando?

Toinhoinhoin. (Barulho de algo caindo) Existe tempo?

Chega de indagações! Quero respostas! Latidos! Você tem?