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Pôr-do-sol

In Sem categoria on Maio 24, 2010 at 10:36 am

Homems, certo tipo de vale sem fim.

Homens em seus abismos, sujeitos destinados ao entendimento da vida com toda sobrevivência, sagacidade e inteligência. Sem não, nem ao menos, ou mesmo por mais, conseguem fugir dali, desse pesadelo sem fundo, desconexo. Marasmo mentecapto das contradições do que surge e urge nos tempos em tempos e alimenta seu cotidiano.

Nascidos sem o porquê, em muitos dias sem sentido. Planejados com o aporte ao enigma além-mundo, em esquemas que disfarçam quantas vezes viram o pôr-do-sol, e sua história.

Homens! Com memórias armadas que vacilam em atingir o alvo com raiva, por infortúnio. Elas ficam retidas com profundez, a que lhes cabe, em sua sã consciência, em sua sã humanidade. Engatilhadas como balas que guardam emoções e sentimentos.

-Quero sair daqui! Gritaram paulatinamente as lembranças, presas num absurdo abismal. Prontas para fugir e acertar o próximo com violência ou amor. Um bucólico vôo!

Ela queria dispersar-se por sobre o vale que rodeava toda a vizinhança, na qual, um dia, em sua sublime solidez, foi fortificada por relações. E no bojo destas, germinou e passou a ter uma existência, com tempero de essência. Se é que existe por ser sublime lembrança.

Memória vívida que já faleceu.

-Eu estou aqui!

Contam-se quantas vezes existiram, ou mesmo, em outro tempo verbal, sonhou-se com tal crepúsculo vespertino. Tais lembranças encerradas na noção, continuam sem saber, ostentadas por muros de pedras que impedem a visão mais ingênua, e o reconhecimento mais amplo do que realmente é o sol se pondo por de trás do abismo. Eu, você e todo resto.

São lembranças, vida e mais vida. Desprovida de liberdade, sem vida, num despenhadeiro profundo.

-Fico aqui por você como prova de amor. Corto minhas asas! E tal jura sendo lembrança do caso, do acaso, demonstrou todo seu lado altruísta. Com a insensatez de quem é capaz de ficar a eternidade dentro de um abismo por ternura e idolatria. Mesmo que não seja correspondida, desta forma, incapaz de alçar vôo ou fugir.

E nesse tom melancólico se fez um laço eterno, e como se tal momento, amargurado e retido nas grandes profundezas do pensamento, tivesse sido condenado à morte por estar dentro de… E que mesmo assim, poderia escalar as grandes muralhas da consciência, usando a corda dos sentimentos recíprocos. As mesmas que a encarceraram dentro do que há de mais íntimo, acabando com a solidão inacabável.

-Déjà vu!


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O latir.

In Sem categoria on Maio 12, 2010 at 1:32 am

Para o latir… O grande problema da discussão não eram as palavras laicas. Mas a destinação dos verbos e adjetivos, freqüentemente agressivos, que tentavam intimidar o leitor. Não lhe encaminhando a mensagem ao cérebro, mas ao coração.

Palavreados incisivos e marcantes; liquefeitos da fala veloz, quase atropelada, que engolia tudo! Devido a esse estilo fortemente personalista, por vezes tido como presunçoso e desesperado. O latido era negado pelas pessoas em comum.

Eis que o latir dedicado não compactua, com nada, e nada mais doravante. Para os que vislumbram a possibilidade da superabundância falaciosa de palavras em frases longas e obscuras, ou por um cativante fluxo das palavras à revelia

Nas balburdias em questão, o sentir tocando nos problemas foi preciso, aguçando um brilho de suma sensibilidade na direção liquefeita. Seja social, ou pessoal, ou apenas uma delicadeza entoada. O tom não foi de um especialista equilibrado, a polêmica provocada é a própria alma do discurso, e seu sabor. Pontuando em praticidade e metáforas que, ensejam a vivacidade ambígua. O exagero as humanidades, aos parâmetros excedidos, aos pudores.

O latir é o algo contido na interpretação, extraído da impressão e martelado pela agonia das palavras. O latir é o efeito, a ressonância, e ao mesmo tempo, tudo. Unicamente.

Procura-se o cão!

In Sem categoria on Maio 11, 2010 at 4:47 am

O mundo não merece lucidez. Nem um arco-íris dourado. Ou merece, mas que seja o insano que construa a razão por que não há motivo para construí-la.

Maldito foi o cão que escapou com a, com ela, alguém, em momento algum ele foi o que disse. Palavras são palavras, mesmo sem concordância, não pés de alface senhor profeta.

Palavras jogadas ao vento, raciocinadas uma após fome. Devorei-a como se houvesse sentido em fazer aquilo que não fosse o deleite.

Devoro todo o resto também, encher-se-iria-la nesse tempo verbal de vazio do frenesi, transubstancial que alimenta. Como se não houvesse alternativa, sem ferir esta… Devorar e arrotar, líquidos invisíveis.

-Mamãe! Virei niilista! Mentira! Verdade! Não! Sim! Ah! Gostoso! Achei…

Olha o cão, achei-o, não acredito em niilismo só em cães e armas e todo resto que me faça acreditar também. Por gosto, por força, por imposição, por matemática, por amor. Apesar de que, não sei se existo… Mesmo Shakespeare sendo ultrapassado.

-Ser ou não ser? Blábláblá.

Simplesmente sou, e entre cães e líquidos, prazer e pudores. Não sou castrado.

Imagino o mundo. De formas, cores e tamanhos.

O compreendo a partir de minha visão de mundo. Respeitem-me. Sei que esse entendimento alicerça um pensamento “sem pé nem cabeça”. Mas no final das contas está tudo ao contrário mesmo!

Nasci de uma gozada e vou terminar em cinzas, quando tudo, tudo! Poderia ser ao contrário, sem ordem, e sem lucidez. Um orgasmo gigante.

3.7centas e tantas coisas.

In Sem categoria on Maio 8, 2010 at 10:16 pm

De longe enxergarei um rosto, aquilo que foi em tempos o que me pertenceu. Antigamente estimado enquanto aforismo de representação, não passava, nas sombras da dúvida, de uma máxima irredutível a eventualidade. Distâncias de sonhos e geometrias cabem aqui. Até a lua que não deixa de ser um evento ou forma, uma distância ou um sonho…

Substancial, essa metafísica das relações da física do que não permanece, permeia-se e aparece.

–“Sim”! Em tom jocoso, um latido ilusório afirma.

Pelos fios do acaso, com casualidade, dos acidentes, com incidentes, das emergências e das tangências… A máxima do acontecimento, da estação ou da temporada. Do início ou do final. Da justificativa, da simbologia.

-“Um sonho, um prazer, um toque, um trocadilho, uma sorte”.

E tal face desnuda, enquanto face inexistente e ressonante… Recheia-se, alimenta argumentos como begônias, chuva, frio, vento, sentimentos, pois puramente vive de algum feitio. Longe de qualquer assunto que a faça permanecer nas tramas daquilo que é planeado pelo que queremos, e que no preenchimento amargo do sorriso ou do vazio, entope-se de lagrimas.

Sejam lagrimas da chuva, do orvalho, minhas ou tuas. Lágrimas do fantasmagórico “zunzunzum” enigmático do que podemos. Das pueris passagens dos mistérios. Que sempre alimentarão as essências dos que tomam o arredio talvez e o desafio “ao não” com toda paz e serenidade.

Ciência exata do que somente o adequado afagado pelo censurável poderá fazê-lo.

-Beijo?

Caixas de sapatos

In Sem categoria on Maio 3, 2010 at 6:33 am

Sapatos são acessórios usados para proteger pés descalços. Inventados! Outrora feitos de pele e couro de animais, são, sobretudo, artefatos de extrema peculiaridade pelo que proporcionam. Peculiaridade esta que ajudou o ser humano na simples sina de caminhar ao longo do sempre.

O sempre, desprotegido, desatina em alicerçar sobre a imaginação do impossível um emaranhado de idéias, descalçadas.

Poderiam ser calçadas em qualquer coisa que não fosse um pé descalço. Enfim, são idéias, para pés e calçadas.

Para cada sapato uma idéia, para o pé, um sapato e uma calçada. O importante é caminhar. Assim sendo, vamos andando. Com sapato, ou não.

Gestos simples

In Sem categoria on Maio 2, 2010 at 9:53 am

Mais…

Que o sentir,

O ouvir,

Até.

.

Com roupa ou sem roupa,

Com alguém ou sem bebida,

Com puta ou sem livro,

Logo…

.

Porém

Ventos

Pássaros

Asas.

.

Felicidade,

Paz,

Sempre.

Ou não!