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Amor ou gravidade?

In Sem categoria on Junho 27, 2010 at 8:56 am

Da lua a terra, do fogo ao éter, atuação de astros, elementos combinados, que semeiam o que desejam no terreno fértil daquilo que… Por hora, possuem propriedade. De suas entranhas encolhem a escuridão, com leveza e ousadia, essa que torna toda bactéria um assolado de idéias flutuantes.

Quem questiona o que a lua deseja? Transmite? Interessa? Balbucia? Goza?

-A terra, centrada em sua posição!

Coadjuvante, sua luz pincela: os radicados de “sobrenatural idade” intestinal, temporais! Do mais sublime devaneio delato… A lua por si só é contemple e recheada das suas “lualizações”?!…

Quem nunca olhou para a lua e “lualizou-la”!?

Replica-se: – O cachorro terrestre sem emoções, cego dos olhos fechados, deficientes (isso não é pleonasmo senhoras e senhores, sic), que abre os olhos e olha pro céu sem enxergar com a alma!

Diante disto, nunca pode ser o que a lua quis, pois em todos os seus pensamentos reina a escuridão dos sonhos não tangíveis… Latiu o que a lua quis escutar, não percebendo… Bem sem perceber… Ou mesmo, sem perceber percebendo… Que rugindo alto o nome dela, ele iria afastá-la, até o possível dia seguinte, por perder o valioso tempo de apreciá-la num momento celestial limpo.

Quem sempre quis falar e nunca teve sua chance, quiçá, a lua ensandecida calou-o? Das frases de chuvas e melodias que o sol fez todos os dias, no dia claro no escuro nublado. Do finito da infelicidade ao infinito de ser feliz! Como se o tempo em um segundo quisesse parar, e você continua-se apenas numa sensação palpável…


-As loucuras que levam até você, me fizeram chorar, lágrimas sólidas, e liquidas. Pelas grandes distâncias repletas de imagens.

A terra nublada falou, em um único segundo pensando no ideário que a tocaram-na, fazendo-a, a “apaixonar-se” pela lua. Que com o vento do pensamento nas várias estações, improvisaram enchentes, secas, fizeram-na tremer e separar-se, unir-se, separar-se, tremer. Em sua forma integral, eu e você.

-Algo em você me trás energias! Transforma-me.

A terra latiu em suas marés oceânicas, demonstrando um temperamento vultoso!

-Carrego isso comigo, em meu jardim, arranca-as, são regadas por “águas” doces!

Novamente o orbe mostrou seu sentimento, complexo, sem recalques, sem paz, em movimento, pleno em liberdade, mesmo sendo um sonho a mais. Ponderou, pensando na lua e em uma pequena Begônia que estava ali plantada, que surgiu, apenas, com o amor do satélite terrestre!

A lua cheia luz, após ter crescido, minguado, e matutado, sorriu:

-Traga-me! Não me tentes, obstante,  sabes tu formosa terra que em braços algum posso desposar. Não seja um cachorro irônico, sabes que diante do seu tamanho e do meu, nossa dimensão, nosso jeito, fomos feitos assim, à distância, para que com os olhos passássemos a viajar, e nosso vício fosse tentar te ganhar! E um dia, destarte, demonstrar-te-iria minha parte escura…

Sem dúvidas a maior ternura conhecida, entre duas almas gigantes, para não dizer outras “palavras românticas sentimentais”, é entre a lua e a terra.  O menor abraço entre os dois mataria as flores, mudaria as marés, amansar-na-ia-las, sob a égide do que um dia se estabeleceu diante do amado universo, na luz do sol. Mesmo sendo este abraço, conseqüência do destino do amor, ou da gravidade “física”.

E ambos com os olhos, repletos de claridade, carregando a eternidade e o inevitável consigo:

-Não existo sem você.

[mesmo a terra estando tremendamente magoada, e a lua, continuando sem querer demonstrar sua parte escura, talvez, por não existir nada lá]

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Protegido: Coisas que o tempo não pode apagar.

In Sem categoria on Junho 11, 2010 at 3:17 am

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