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Como vai o tempo? Sinônimo do clima? Calor?

In Sem categoria on Julho 24, 2010 at 10:08 pm

Desconversava um certo senhor, todavia achava que; as conversas assim como a literatura haviam de ter um propósito. Tal fulano, ou cicrano, ou mesmo, dito-cujo maldito, prosava nos costumes do dia-a-dia…

-Quanto frio hoje!?

Devassa com ar de indireta, que ocorria em qualquer situação que coubesse a frigida lamúria situada, ou seja, até onde houvesse vestes de mangas compridas usadas por cães, ou qualquer animal, até mesmo bípede e um pouco menos de sol.

E tal qual como qualquer verbete, de nada mais adiantava, senão, para uma masturbação social vazia, portanto, as palavras eram jogadas a revelia procurando algo em comum no ambiente. Num simples aconchego existencial do espaço.

Vocábulos que, se não bastassem atarem o clima à biologia, sinuosamente, buscavam muito mais nesse néctar advertido e execrado pela língua e os lábios do que um simples:

-“Ta frio, está esfriando!”

A resposta combinava com o propósito insinuado pelo desconversar amargurado na realidade concebida pelo planeta. Esse que planejou o encontro entre duas criaturas que poderiam ser, apenas, microorganismos entre alguns bilhões de criaturas de algum lugar em que houvesse uma frente fria.

E nessa baixa temperatura, nessa variedade de indivíduos, porque estimado fato não ser cabível a uma pessoa sem língua e outra sem orelhas?

Não obstante, uma com deficiências no sistema para-simpático (ou simpático, vai saber), e outra, viajada pelos confins dos pólos, a própria reencarnação de Fernão de Magalhães com agasalho de urso sintético.

Quem sabe, a resposta poderia ser no mínimo mais…

(-“Imagine uma resposta mais ousada!”, depois imagine o que é ousadia)

Logo, qual desfecho desse enredo?

Sem sensações em comum, e recheado de atrevimento, muito atrevimento… Haveria mecânica, fenomenologia (-sim! Eu gosto dessa palavra), até utilidade, função! Emoções… No linear da regularidade, desse… Irreal encontro?

-Quanto frio hoje!?

Pergunta férvida, magnitude tanta, quanto quaisquer que sejam as respostas… Nesse sentindo, um diálogo, conversa ou palestra?

Eis que tamanha pergunta sem os devidos reconhecimentos das sensações, não afere impressões, se torna uma indagação tão impositiva quão intensamente seria tentar reconhecer Deus em sua essência!

E essa hipótese não é megalomaníaca, como presumir algo sem nem ao menos, por existência, ter o poder de presumir?

Como enxergar sem os olhos? Exemplifico o enxergar enquanto: discernimento de uma realidade distante e visceral, “colorizante” do íntimo, destarte, aperfeiçoada pela impossibilidade do não-sentir os sentidos? (sic)

Um sutil – Quanto frio hoje!? Assumiria as formas, geometrias, qualidades tão diminutas como o efeito de sentir uma baixa temperatura, biologicamente, tampouco, as cores e as tempestades iniciais do universo no momento da criação, isso apenas, devido a um fator, “por existência”.

E tal metáfora, em outras metas, salienta implicitamente em seu campo semântico uma infinidade de regras, preceitos justos para as percepções.

-Quanto frio hoje!? No momento da criação do universo, ou na “criação” de um filho, é capaz de tomar qualquer proporção de um único, palpável:

Quanto frio hoje!?

E claro, altamente intrigante, porém desnecessário…

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Carta de alforria a rigidez da realidade

In Sem categoria on Julho 22, 2010 at 11:42 pm

Por decreto declaro. Através da imposição das palavras aqui escritas, nesse pedaço de pergaminho sofisticado:

Art 1- São considerados homens livres os que interpretarem o mundo em movimento, ou não, para pensar de um modo elegante, que não mais adequado ao agora, o agora instável, ou extremamente susceptível apenas, ou exclusivamente, o não-mundo, o nada;

Art 2- Podem ser livres de tudo aquilo que desejarem, e conseguirem se emancipar, por obra do destino ou pensamento, da força, da fé, ou então, das sensações ou sentimentos;

Art 3- Considerados libertos para amar e odiar, acreditar que ambos existem, ou mesmo, não acreditar;

Art 4- São livres para fugir da realidade ou participar da história;

Art 5- Podem voar como Ícaro;

Art 6- Enterrar-se nos confins como Cérbero;

Art 7- Devorar o mundo, abraçá-lo, ou somente as pessoas, ou quiçá, devorá-las quem sabe;

Art 8- Podem tentar planejar o futuro;

Art 9- Aventurar-se à esquecer o passado;

Art 10- Podem arcar com a conseqüência dos seus atos.

a)      Ou não.

Considerados, portanto, alforriados ontologicamente homens e mulheres, cães, qualquer um que leia este decreto.

Ass: Universo.