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A janela

In crônicas. on Janeiro 31, 2011 at 12:21 am

A uma grande distância do chão existia uma janela, inalcançável…? pelos sentidos, imaginação, sexo, amores, sentimentos, dores, temores, lógica, sensatez, abuso, transcendentalismo, utilitarismo, nirvana, conhecimento, força, fé, sabedoria, orgasmos, violência, paz, poder, música, artes, leitura, literatura, velocidade, lentidão, contato, separação, emoções, infinito…

Tal distância, banhada pelo impossível, desafiava a existência os maiores aventureiros que puramente gostariam de ter aquilo que lhes era negado: a visão… Dionisíaca, apostólica, apolínea, cristã, nórdica, vencedora, debilitante, naufraga dos sentidos, perfeita e sagrada, universal, do que podia consistir em tudo aquilo que não conhecem, sentiram, perceberam, imaginam, adotam como o cerne, o radical, o antes e o depois, tudo aquilo que escapa o que é e ainda assim… Continua sendo…

Engenheiros projetaram escadas, pirâmides, prédios, altos, fortes, instintivos, pequenos e grandes, imensos e gigantes.

Filósofos construíram pensamentos e argumentos de lógica que lançavam cordas, forças, ganchos as alturas tentando apanhar, amarrar, prender, a janela aos seres humanos e elevá-los pela força da razão ou da fé.

Artistas incentivavam as pessoas a tentar senti-la, buscar o atalho, a senda, o caminho mais curto…

Guerreiros lançavam flechas tentando acertar algo através dela, quiçá, para destruir o que houvesse por detrás e num golpe do destino ou azar pudesse causar problemas…

Hedonistas procuravam a janela nas intimidades da saúde…

Egoístas, tentavam construir sua própria janela…

Capitalistas tentavam comprar a janela…

Políticos promulgavam leis que, ao menos, em tese, serviriam de apóio para se chegar à janela.

Mas o que pouquíssimos ressalvaram, por submergir quase a totalidade do tempo tentando alcançá-la, é que: a janela está em movimento, possui “vida”! E em muitas ocasiões de uma história… ela estava tão próxima, ao lado, no limite, que era possível a visão mais tênue e branda do que foi e continua sendo…

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Breves suposições!

In Poesia on Janeiro 18, 2011 at 5:31 am

O trem descarrilado das intrépidas montanhas do vir-a-ser, enche-se, desloca-se, transborda de idéias. Grita: -O UNIVERSO É ESTRANHO!

Em momento algum, apático e ao mesmo tempo violento, tal momento, tal aforismo, brocardo de uma terça-feira nostálgica… Transmuta-se! No que por voltas é o destino do coração dissecado pelo bisturi de uma lógica existencial e mística.

De uma decantação de pensamentos, supomos como um vinho rejuvenescido:

-O MUNDO É MAIS ESTRANHO DO QUE MINHAS SUPOSIÇÕES!

Presunção essa, manipulada por teorias que dissimulam os erros e acertos… Que colocam as suposições e hipóteses abaixo, sem respeito, por ode e amor à salvação, dos mortais vitimados pela condição humana.

Se tudo é suposição, suponho que todas as suposições estão erradas.

GREVE!!!

In Sem categoria on Janeiro 7, 2011 at 6:07 am

O sindicato dos neurônios em recente reunião decreta greve por tempo indeterminado.

Segue anexa nossa carta de reivindicações:

1-     Aumento de serotonina de 18,7% acompanhando o ciclo do verão.

2-     Supervalorização do ego em detrimento da idi e do superego.

3-     Quando estivermos felizes, amando, satisfeitos, e apaixonados, voltamos a trabalhar.

 

Ass: A direção.