moralina 10 mg

Archive for Junho, 2011|Monthly archive page

A mudança.

In Sem categoria on Junho 26, 2011 at 9:03 am

Tudo sempre continuou para sempre o ainda. E ainda houveram três ondas que tentaram causar um tsunami… Quando tudo se percebeu realidade, com tesão, amor e tudo aquilo, a onda maior veio e apagou todo o resto que sobrou…

-Não houve?

-Não ocorreu…

-Haverá de ser!

.

Realmente, eu fiz (2)

In Sem categoria on Junho 18, 2011 at 8:31 pm

 

 

Doutor… onde vende nostalgia?

In Sem categoria on Junho 18, 2011 at 8:11 pm

Um sujeito, qualquer um, morreu, renasceu, morreu, renasceu, sem acreditar em nada. E sem que nada o acreditasse! Transformou a eternidade em vulgaridade, no simples ciclo do que um dia há de ser.

Gostá-lo-ia, que a eternidade fosse algo concreto… Para assim desencadear todas as suas ideias que subjugam qualquer coisa que não seja eterna. Como a vida, a morte e o amor.

 No âmago desse sentido, esperneou: -Estou tão bem!

Alguém realizado aos quatro cantos do mundo. Passivo da felicidade. Tudo se alcançava num simples gesto de mágica, estralar dos dedos. Sabê-lo-ia que a concretização dessa forma transformava, e transforma a vitória, a conquista, o impossível, em algo rotineiro e monótono, sem cor, sem graça.

-Por favor! Por favor! Devolvam minha tristeza de volta.

Sentiu-se roubado, traído, pelo labirinto do cotidiano, que almejava suas dores, só suas, tornando-as algo bom para um aglomerado de canibais sociais. E que, nesse caso, era do agrado de todos.

Seu egoísmo, “só seu”, era objeto das maiores lutas internas. Sua opção foi dormir para tudo que lhe agrada, e buscar a dor na alucinação da loucura e dos desamores. Para assim, dessa forma, eternizar-se-ão em algo que seja apropriado aos seus sentidos, só seus. Pelas suas toneladas e toneladas de história e potência.

Procurou em uma farmácia um remédio para felicidade, tudo estava tão bem! Não chorava, amava tudo e a todos. Não encontrou.

Procurou se aniquilar, suicidar-se nos desprazeres, fazer o certo pelo errado. Não conseguiu, não encontrou.

Foi ainda mais longe, além de adubar a vida com todas as “merdas” nas entrelinhas possíveis, decidiu ser altruísta… Aniquilar seu próprio egoísmo… Nada além de alegrias o beiravam.

-Se é o que resta!

Que sejam intermináveis, infindáveis, os aniquilamentos do imprevisto. Da eternidade. Objetos próprios de qualquer coisa, menos do que se pensa, quiçá, último dos “quiçás”, nostalgicas nostalgias.

Dilema

In Sem categoria on Junho 12, 2011 at 9:52 pm

O sabor da liberdade era um gosto tenso, recheado de todas as oportunidades possíveis! Indescritível, libertina, liberosa, libertinosa. Abraçável com o corpo. Nua. Complexa. Robusta. Semi-deusa.

A liberdade poderia ser o encanto de um feiticeiro. Ou os tijolos de um pedreiro. Até mesmo, pensada por uma dona de casa. A liberdade seria o brinquedo de uma criança, a vassoura de um gari, no maior dos casos, humano, o planeta terra rodando no espaço.

Não havia, ou haveria deleite ou devaneio passível de ser implodido pelas entranhas da liberdade. A impressão consciente do que é liberto era simplesmente bela e sedutora. E somente, apenas somente, conhecida por aqueles que sabiam o que era dançar conforme a música, desafiando-a, ao mesmo tempo, que seguiam o ritmo colocando seus passos em desacordo com a harmonia.

Por vezes a liberdade se disfarçava de um: – eu te amo. Muitas outras vezes, sua camuflagem era própria de um tiro no escuro, ou do salto de um avião sem paraquedas. Destarte, ela poderia estar até onde menos se espera… Como na maçã de Eva, ou então, até mesmo, numa bicicleta. Era tão livre.

– Eu quero mais…

Falava ao tempo a liberdade, de tão liberta. Independente, ao passo que agia sem as amarras certas que denotam qualquer identidade. Inconstante, gulosa, glutona.

– Eu quero mais!

Seu livre-arbítrio a escravizava.

Nesse sentido, seu sonho era deixar de ser, sendo. Puro e simplesmente.

Querendo tudo, para então um dia, no último dos dias, colocar de lado e ter propriedade ao dizer: – eu sei, aproveitei, senti, vivi, voei, amei, odiei, matei, revivi, escrevi, corri, gozei, traí, nadei, joguei, escutei… Morri.

Reflexos

In Sem categoria on Junho 10, 2011 at 6:08 am

É comum imaginar que o reflexo é uma experiência própria da luz. É comum imaginar também… Que o reflexo transmite o momento e aprisiona em si a infalível realidade. Transportando em sua imagem uma verdade que pode ser tocada pelo olhar. (ou não, há controvérsias)

Com um ar sereno, o reflexo ciente de suas atitudes, do que é, contestou: – Eu não sou apenas uma imagem. Sou muito mais que isso. E longe de ser uma verdade palpável… Alias! A única verdade palpável, para mim, é que sou um reflexo. E você o que é?

Todo o resto, não sabendo o que responder, percebia, nesse sentido: … ?

A mãe, o filho, o sol, a sombra, a vida, a morte, o eterno-vir-a-ser. Um reflexo de tudo em tudo!

E você o que é mesmo?

O mundo assaltado por eretismos.

In Sem categoria on Junho 4, 2011 at 7:00 am

Uma história que não pode ser contada pelos olhares da eventualidade, foi aquela que somou tudo, abraçou o universo, mordeu-o, penetrou-o! E após mastiga-lo, enfia-lo, cuspiu-o em entretom sarcástico.

A dor das mordidas pressentidas pelo passado, das estocadas, nesse sentido, foi voraz. Carregava tudo… De todo o infinito, a máxima astúcia que pode ser percebida pela visão canina e ainda humana. Desses animais escapava a fuga para a natureza desafiando o espirito e o infinito. O que foi, e continua sendo, será a motivação que desafia a carne.

O Cão, Peixe, Gaia, o universo, Chronos, Zeus, Javé, e todo panteão, de todos os orbes, queriam chegar ao limite de tudo… Da racionalidade, do animal, do humano, do transcender, da negação, da riqueza, da excitação, do talvez? O entendimento era a mistura, e essa era liquida! Abastecida, estomacal, profunda e dolorosa. Com luz. Grossa e comprida. E ao mesmo tempo, apertada…

Suficientemente distante para causar um terremoto pelo atrito entre as várias placas tectônicas, ou o fim do mundo pelo choque entre as galáxias…

Foi então que os vulcões abocanharam o céu… Famintos por águas doces cheias de vida, essas contidas nas nuvens, que poderiam acorrentar seu calor a pureza da existência. Não foram um, ou dois buracos cheios de magma, que apaziguaram a guerra entre o que há de mais liquido e mais quente.

Sendo todo o momento! Preso e contido; entre vários vulcões e o céu que trouxe a paz.

Trilha sonora.