moralina 10 mg

Archive for Novembro, 2011|Monthly archive page

Quatro patas

In Sem categoria on Novembro 20, 2011 at 6:28 am

Batiam no solo, esmurravam. Eram absolutamente sustentáveis. Quatro patas aos quatro cantos! Rígidas que se aprofundavam.

Por que quatros patas agrediam o solo, se é possível acaricia-lo com duas e coloca-lhe um rumo?

Neste sentido, em intimidade, quatros patas flertavam com o que haviam de escondido no inconsciente da mente poluída. Quatro patas eram os pilares que sustentavam a sacanagem em tempos históricos, pitorescos, em todos os quadrantes.

Quatro patas apontavam o norte quando não havia rumo para a humanidade. Mesmo que estivessem mais próximas do molhado e não tão do gelado sul, sem fuga; Perto de um lixo, no imo de um dia chuvoso?

Os sonhos estavam entrelaçados fugindo as trevas que cercavam os quatro cantos e as quatro “patas”… Profundamente. Em seu interior. Não importava a face, o gênero, a poesia, ou se Etta James foi escravizada por essa brandura branca. Ou se Lilith foi trocada por Eva em seu acalanto obscuro.

Em essência entre as curvas não haviam cor, nem cheiro, tampouco visão. O universo era igualitário, nas sortes, dores, gritos e ardores. Quando acumulava uma grande quantidade de energia explodiam grandes bateladas de violência. Sejam em cartas, pauladas, gritos, pinturas, gozos ou desculpas.

E pauladas estas estavam e queriam… Afogar-se no interior de um universo próprio. Que   desmantelado se tornava tão impróprio e soterrado, sem tempo, grossura, longevidade em três eixos. Procurando ser eterno por não conseguir se movimentar, pulsar, caminhar, procurar o norte.

-Assassinou-se o mundo.

Como se as quatro patas fossem um ser vivo por si só.

Como se as quatro patas fossem as únicas quatro patas que determinavam o destino.

(Perto de um sanitário ou de uma cama)

Como se o coração disso tudo fosse o que existiria mais próximo de deus.

O mundo parado flertava com a eternidade. Tal estagnação quase socialista, quase romântica, quase anarquista, quase denunciante de uma escravização da fé. Pedia carona na liberdade. Desafiava o tempo e a igualdade, desejando-a. Apesar de tudo.

Anúncios

Protegido: O discurso do homem só.

In Sem categoria on Novembro 19, 2011 at 12:47 pm

Este conteúdo está protegido com uma palavra-passe. Para o visualizar, por favor, insira em baixo a sua palavra-passe: