moralina 10 mg

Archive for Dezembro, 2011|Monthly archive page

Verdade em dúvida.

In Sem categoria on Dezembro 30, 2011 at 9:03 am

Realidade decisivamente estonteante.

Poder abraçou o fato transformando-o.

Em amor puro.

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Oriente se acabou em poesia mas termino em duvidas! Em… haikai.

 

Sushi!

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Redemoinhos

In Sem categoria on Dezembro 27, 2011 at 7:08 am

Sentia um vento de lá pra cá…

O renascer do passado no momento da vitória. (2)

In Sem categoria on Dezembro 24, 2011 at 8:25 am

E o Bardo continuou afirmando, – inevitável também será o preenchimento do meu vazio por ela. Seus gritos cheios de verdades e mentiras transpassarão qualquer barreira criada por mim e pela sociedade, se é que existe algo ilusório. Minha afeição se tornará por ela tão pública, tão afim, e a dela por minha pessoa, tão explicita que contracenaremos com todos os coadjuvantes, o mundo inteiro. Fama e eu, atores principais, e nada mais.

-Pólux… Sei de seu amor pelo seu irmão mortal Castor, e o acordo que fez com os deuses para que ele desfrutasse da sua imortalidade. Contudo não posso ensandecer das suas emoções e toma-las como se fosse um copo de vinho numa noite fria, extremamente fria, que procura a sensação que atormenta os sentidos mais arredios, intransferíveis.

Ocorreu uma pausa sublime e alguns passos em direção “ao nada”…

-Sei também de sua luta para se eternizar, seja na imortalidade ou nas guerras. Nesse sentido, nada posso fazer se nasces e renasces em momentos oportunos, se és dissecado pelo bisturi da vida e da cobiça, arrematado pela inveja, ou mesmo, se és vitima ou algoz. Só sei que, entre eu, Fama e você, nada podes fazer, e se fizeres, retornarás ao túmulo. E toda vez que hesitares em ficar lá meu herói, intercederei em nome de minha amada.

Foi então que o Bardo, dotado de um conhecimento que somente um viajante ancestral possuí, conseguiu na luz da opinião acalentar uma símbolo quase eterno de um conflito entre todos os valores mais humanos, e troca-los por um simples momento efêmero com a Fama sem saber o que disso poderia brotar.

Continua…

O renascer do passado no momento da vitória.

In Sem categoria on Dezembro 23, 2011 at 10:49 pm

Pólux, um púbere iluminado que representava no cavalgar de sua fortuna as virtudes que o passado lhe transmitia e o amor fraterno… Ressurgia em épocas, em momentos triviais como uma ajuda necessária para o triunfo nos combates e aventuras subsequentes.

Avivava no ouvido do viajante, um bardo. Como o lampejo de um trovão caindo no mar. Alertava de forma direta.

– A carruagem em que andas não te levará tão longe assim.

O Bardo em busca de Fama em sua familiaridade com tal qual, procurou entender o que essa metáfora conduzia no seu coração, já que, era fiel seguidor de Pólux, um devoto salvo inúmeras vezes pela lança de tal divindade e sua força em combates que se envolvera nos trajetos da vida.

Questionou a si, como não me levará longe? Eu ando a cavalos! Se for necessário completo esse caminho a pé… E pensou profundamente: Fama é uma questão de honra, me orgulho, pois sempre a amei, o destino nos separou. Ela uma mensageira de Zeus, que tanto tem a ver com minha pessoa, personifica o mundo com sua voz, torna os acontecimentos vivos e públicos, como eu. Difícil acreditar que ela não me ama, somos almas gêmeas, porém distantes. Nem você Pólux pode interferir nisto, somos afins.

E replicou, – para você é fácil trovejar isto, és imortal. Gostaria que entendesse meu ponto de vista. Eu e Fama somos inseparáveis. Mesmo distantes.

E Pólux indignou-se… – Conheces a minha história? Saiba, portanto, que sou meio imortal jovem Bardo. Minha carruagem parte-se todos os dias, corrompe-se e retorna ao pó, no outro dia a conserto, e no outro retorno ao meu caminho. Mas veja bem, é meu caminho e talvez, me leve a Fama, ou então a algo melhor. Compreendes.

O Bardo completamente insensível a tal insinuação, em sinal de desgosto moveu sua cabeça denunciando um “não interessa” bem explicito em seus gestos.

E argumentou… – Da mesma forma que descobrimos que a areia aquecida se torna vidro, e que o vidro quebrado não se torna areia, existindo e experimentado, conhecendo é o meio para ficarmos a par da razão de tudo. Alias, o fato de eu nunca ter experimentado o gozo de seu corpo já me torna seu companheiro, afinal, temos tudo em comum, eu e Fama. Farei o melhor possível. Uma hora nos encontraremos. É inevitável.

Continua…

Olhos que enxergavam o invisível.

In Sem categoria on Dezembro 18, 2011 at 5:33 pm

Sugava a energia da face, era vida, perto do imaginário pensante. Que se queres, um dia, um dia daqueles, eliminei ou vivi por tal alma, um dia… Face resplandecida em tal face desnuda, face vida. Face sem vida, face vivida, face espiritual. Um sonho. Face surrealista. Derretida?

E era face com olhos para o invisível. Que enxergava a vida, a morte, os apegos terrenos e os vícios supremos; face dependente de luz, como uma maquina desalmada, aparelho com olhos que captavam um alento. Controvérsia subentendida nas pernas que caminhavam dependentes de uma ideia extravagante, que se materializava e tornava-se um ponto acendido. Entre coisas e um nariz. Sejam eles o que forem.

Um eu escondido, entre eu e algo iluminado, ocultado dentre eu e trevas.

Sonho camuflado em face que cobiçava a cura.

Sonho camuflado em sonhos que se camuflavam em realidade.

Sonho camuflado em olhares.

Sonhos distantes. Milenares…

Existentes e imperceptíveis.

Prisão musical.

In Sem categoria on Dezembro 11, 2011 at 8:50 am

Bastaria o som do amanhecer para acordar os pássaros e as aranhas; cobras, bezerros e cabras, e as galinhas; essas em alto e bom som; arrebentadas por um ovo paciente da vida e da largura. O som, violentado pelas oscilações clandestinas, confunde-se pelo que o ouvido contrai do natural e o barganha pela verdade transformada em ouro.

-Direto. Sem dúvidas.

Somam-se dores em penetração as orelhas.

Após a morte entre gritos. Forçou-se…

-Um sossego. Um sossego. Um silêncio. Um prazer quieto. Um grito calado. Ummmmm sossegggggggo. Nada.

Sinos e sinais

In Sem categoria on Dezembro 2, 2011 at 4:52 am

Soou o alarme. Ecoava alto, unívoco. Como o suspiro de um leão.

Sobressalto da música que tocava por trás da realidade e por vezes a escapava, sendo audível a todos. Se todas as eras continham uma trilha sonora, o alarme era uma chantagem confirmando que algo crítico se aproximava. As notas, por segundos, horas, séculos, naquele exato momento revelavam o que os ouvidos ouvem e querem ouvir.

Como os sinos de babel ou as trombetas do apocalipse, ou mesmo, um telefone tocando, essa melodia secreta em tempos sombrios ocultava a linguagem, que sem a malícia necessária era um sinal de estupidez.

Por que tal som vindo do “desconhecido” alterava os pensamentos mais compromissados com a esperança, o correto, o que há porvir?

O som veio à cidade em época de desordem, calor infernal, quando a felicidade reinava. Veio conviver com os homens em tempos de revolta, autonomia, ao lado deles. Fazendo o estrondo ecoar como se vivesse por sobre a terra, em meio ao pão e as batalhas.

O som prestigiou os que fizeram amor sem muita atenção e não tiveram paciência com sua natureza. Em excesso, ou com muita carência. O som dormiu com os assassinos e reis. Esteve nos livros antigos e nos filmes contemporâneos.

Assim passou-se o som, o tempo, o sol, o sexo, a fome, a alegria.

Difundiu-se pelo espaço, porém, sempre tem um porém…

-Todos estão surdos.

Ainda existem sinais…