moralina 10 mg

Archive for the ‘1’ Category

Latidos 7. E viva os números primos.

In 1 on Abril 15, 2010 at 8:10 am

Uma ode aos animais, que de sua estirpe sofrem com resignação todo tipo de alarmante pendência. Migram de lugares, procuram seu semelhante em meio à natureza que lhes cabe, em sua tangência andam em rebanho. Buscando ser reconhecidos perante as leis naturais e imutáveis, no conciliar da vida aos prazeres da ruminação.

Dos latidos aos mugidos são ouvidos, dialogam, perfazem-se no atrito máximo das sensações. São atropelados por trens, por carros, por latidos. Buscam o máximo, buscam a busca, buscam o capim ou dinheiro, ou mesmo seu osso, ou ainda, muito mais que isso!

A incessante busca não cessa nunca! E a busca vai “mais alem” do que o próprio buscar, pois aquilo que procuram não está! Nem sempre, tampouco até.

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Fatos, e o acaso.

In 1 on Abril 14, 2010 at 2:16 am

Por alguém.

De onde vem essa diferença? De uma única coisa. Aprendi a carregar o fardo da inevitabilidade sem queixas. Eu me esforcei para ainda me interessar por mil coisas e, como todas essas conquistas aos poucos me escaparam, reduzido apenas a mim mesmo, por fim recuperei minha estabilidade. Pressionado por todos os lados, permaneço em equilíbrio, porque, não me apegando a mais nada, só me apóio em mim mesmo.”

Rousseau


A maior aliada da genialidade é também a maior inimiga do gênio. O portador da inteligência superior deverá acostumar-se, desde cedo, à solidão. Ou a desacostumar-se ao pensamento. O gênio deverá ser necessariamente só, pois é um espécime diferente do típico homo sapiens. Mesmo entre seus pares, sentir-se-á isolado em si mesmo. A constante infelicidade será seu galardão. Se for feliz, estará de si mesmo isolado.
Passar quarenta dias no deserto, como Jesus, ou nas montanhas, como Zaratustra, é a mais prazerosa solidão. Tempo para conhecer-se, para desenvolver a sensibilidade e cultivar o pensamento. Dolorosa é a solidão em meio à multidão. O pulmão cheio de ar puro, livre o corpo das impurezas da civilização, retorna à sociedade e percebe olhares de esguelha, cumprimentos desconfiados. Quanto mais fala o que pensa, mais isolado se torna, pois os demais não gostam de pessoas que os façam pensarem. Cada palavra da boca desse homem solitário dói aos ouvidos da multidão, pois sua crítica, por mais genérica que seja, é uma crítica às individualidades conduzidas rebanhamente.
O rebanho rumina na ignorância de si mesmo, e não tolera que se acerquem esses lobos solitários, desejosos de sangue, salivando contra a fé, a família, a cultura popular e tudo o mais que os torne rebanho, massa de gentes que odeia as diferenças e teme o de fora do cercado.
Prisioneiro do seu espírito livre, doravante será tentado pela felicidade fácil dos que não sabem. Cobiçará muitas vezes o prazer de não saber. Buscará mesmo vestir a pele do cordeiro, não por malícia, mas à procura de uma felicidade que não existe em seu ser, todo angústia pela profundidade do que sente. Alma que escorrega nos próprios pés. Almabismo é a sua, e se refugia na planície do não pensar com o intuito da não destruição. Pois, como dinamite, o sábio, ao explodir, destrói também a si mesmo.
Serão muitos os momentos de fraqueza, muitas as tentações de reinserção numa sociedade que sabe ímpia e que abomina de todo seu coração. Será cercado pelas autoridades, que o ameaçam de punição, e pela família, que pede que se regenere para evitar maiores males. Todos os que o conclamam a melhorar serão bem intencionados, de acordo com a moral que renega. Todos agem pelo seu bem. Isolado entre todos, recusado, vilipendiado e escorraçado, cercado pelo curral dos que o deploram, chegará mesmo a negar-se, a renegar seu espírito em busca de um pouco de paz.
Sua mente, porém, é um mar represado. Está estancada até o momento de invadir como um vagalhão toda a sua realidade, devastando as crenças que aceite para ser aceito.
Ao fim, virá um sibilo em seu íntimo, uma constatação fremente em seu espírito, dizendo-lhe Lança-te, pois está escrito que enviará seus anjos para guardá-lo de todo mal. E, sorrindo, responderá Sim, lanço-me, mesmo sabendo que neste abismo não encontrarei outro amparo que não em mim mesmo.
E pairará seu corpo sobre a face do abismo de seu espírito.

Latidos 5

In 1 on Abril 10, 2010 at 6:50 am

Obs. Pulei o quarto latido porque não gosto desse número.

A primeira que nunca existiu, a segunda que foi a primeira, e a terceira era pra ser… pra… ininterruptamente.

Acabei por andar na quarta;

fui para quinta;

degustei a sexta.

Não pretendo abdicar de andar com a sétima. Obvio que vai faltar à primeira para encontrar a última. Tão logo a única.

A bicicleta daquele momento.

Não deixe que a lógica o sufoque.

Que a rotina o acomode.

E que o medo, o impeça, de tentar, de ser, de amar, de pedalar.

Latidos 3

In 1 on Abril 9, 2010 at 7:57 am

Até e sempre são duas questões que não sei do que se tratam.

Sobre certas outras questões sei muito bem o que tratar. Apesar de o tratamento ser válido num contexto, e o contexto ser sempre ou até.

Por exemplo. Até quando é ruim se sentir pesado? Num contexto, ou num tratamento, ou até, é bom ter peso. Ocupar algum lugar!

Alias peso é ótimo, para não sairmos voando. Mas se o peso te incomoda, há algumas soluções.

1)      Lipoaspiração.

2)      Deitar nu no chão e escutar alguma música.

3)      Qualquer outra coisa que te faça sentir mais leve.

Sobre peso, sobre sempre e até:

Será o peso pra sempre, ou até?

Até quando?

Toinhoinhoin. (Barulho de algo caindo) Existe tempo?

Chega de indagações! Quero respostas! Latidos! Você tem?

Sobre Globali$ação e rumos!

In 1 on Março 30, 2010 at 2:21 am

Um sujeitodonorte . Modo parausaraeconômiaéocrédito . Bom cartãodecréditoestadounidense . Para emqualquerlugar . Viajar à qualquerhora . Sem SAIRDOLUGAR !

B A N C O S

Ô ATRASO SÔ!

Três considerações simples sobre o nosso planeta.

In 1 on Março 23, 2010 at 4:09 am

1-

O norte é assim.

Até que me provem o contrário.

2-

Como todo organismo complexo da natureza, uma hora o planeta vai evacuar.

3- O que é a merda?

Latidos 2

In 1 on Março 14, 2010 at 9:20 pm

Se houver ou houver, a comunicação é uma forma de brincar. Os cães latem, a lua brilha, o sol se põe e as coisas se comunicam.

Latidos simples confundem e outorgam formas iletradas, migalhas da razão oleadas pelo gozo que nos divertem. Podemos brincar com as palavras, com a vida, e com a lua.

A vaidade sofisticada do homem que não sabe o que quer, é a ejaculação precoce da criança.

O que é ser criança?

Sobre o que estou falando?

Crianças gozam, mas não se expressam?

-Eu quero alguma coisa!

Em outra época, outro gozo, de outra criança, em grandes jatos, os latidos penetraram no real saindo da “cachola”, como diria o português franciscano.

Latidos, nesse caso, são quase como que afrontes de oscilação verbal. Mas nem sempre desafrontar com o latir, significa amar, curtir, degustar. O querer algo interessante. Porém, podemos equalizar os latidos e proporcionar prazeres.

A aura, talvez vibração, do latido alcança lugares inimagináveis. Lugares imagináveis também são surrados pelo cantar dos cães… Há latidos em todos os cantos e lugares, e cacholas também. Há o tudo em tudo, e não só no latido, como também no deleite da vida.

Latidos complicados, simples, criativos, ou sei lá! Existem por ai. E não somente.

Miopia social

In 1 on Fevereiro 23, 2010 at 4:04 am

Alguém da igreja:

Alguém da sociedade:

Alguém de fé:

Em frente a igreja santa inês.

Doutor, é bom educar?

In 1 on Fevereiro 22, 2010 at 4:26 am

Sim Doutor, bonificar os educadores é um diferencial. Mas para colocar o país nos trilhos não bastaria apenas tal atitude, a educação formalizada não é o elemento determinante. Tendo em vista que: A educação em sua forma institucionalizada no Brasil é vista como objeto complementar à educação familiar, e é muito mais técnica, visa inserção do aluno no mercado de trabalho. Porquanto, a educação familiar possui os instrumentos necessários para a transformação social. A base da sociedade é a família!

1-O que adianta ter um professor bom e bem remunerado, se esse não possui os instrumentos necessários, por exemplo, para aconselhar sobre prostituição e drogas o aluno, alicerçando sem idéias um pensamento irreal em que numa grande maioria dos lares de populações carentes não condizem com a realidade. Pois uma boa parte desses participam da rede de consumo de drogas e alguns até de prostituição. Não adianta o professor falar uma coisa, e o aluno chegar em casa e viver outra realidade.

2-Órgãos competentes, ou seja, eleitos pelo povo, como o conselho tutelar ou representantes políticos, em sua grande maioria não são qualificados para exercerem as funções a quais estão habilitados.

3- A educação considerando o atual nível de conhecimento sociológico é vista como elemento reprodutor da sociedade, inclusive de suas classes sociais! Não transformador. A educação é altamente ideológica, cria visões de mundo. Mas no contexto atual do paradigma moderno, ela é burguesa, participa da reprodução das desigualdades sociais. As elites são privilegiadas com um bom ensino, e os subalternos domesticados pela péssima educação pública.

Não adianta participarmos de um projeto de país falido, não há como edificar uma boa construção sem as bases, que são a cultura política e a moral de um povo.

Sobre o conflito de classes e a “mídia”

In 1 on Fevereiro 10, 2010 at 10:13 pm

O mundo é dos que gritam mais alto!

Enquanto o rico compra autofalantes.

O pobre briga entre sí por eles…

Quando possuí boca e podia gritar em conjunto.